Rio de Janeiro passa a ser área de recomendação para vacinação

Fiquem atentos: Meta é imunizar todos que não receberam nenhuma dose da vacina. Em julho, Ministério da Saúde enviará 1,5 milhões de doses da vacina e mais 500 mil doses por mês.

Os moradores do Estado do Rio de Janeiro que não receberam nenhuma dose da vacina contra a febre amarela devem ser vacinados contra a doença. Isso porque, a partir de agora, o estado faz parte da Área com Recomendação de Vacinação Permanente para Febre Amarela. Assim, quem mora ou viaja ao Rio de Janeiro deve ser vacinado. A medida foi adotada devido aos casos de epizootias (adoecimento e morte de macacos) registrados na região, considerada área de alta densidade populacional com aumento de casos de febre amarela. O Ministério da Saúde recomenda a imunização para pessoas na faixa etária de seis meses a 59 anos de idade, que nunca tenham tomado alguma dose da vacina.

“A febre amarela no Brasil é endêmica, acontece constantemente. Se nós não controlarmos e estivermos com cobertura vacinal alta na população, teremos novos problemas. Por isso o Governo Federal decide incluir o Rio entre os estados que receberão permanentemente doses da vacina de febre amarela para garantir a cobertura vacinal elevada e evitar novos episódios de epidemia”, ressaltou o ministro da Saúde,

Para garantir a cobertura, o Ministério da Saúde enviará ao estado, ainda em julho, 1,5 milhão de doses da vacina. Além disso, a cada mês, serão repassadas mais 500 mil doses até imunizar toda a população. É importante ressaltar que cabe às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde organizar o fluxo de vacinação. Neste ano, já foram enviadas 6,9 milhões de vacinas para o Rio de Janeiro. Em todo país, foram distribuídas 26,9 milhões de doses extras para intensificar a vacinação e garantir a proteção da população durante o surto que acometeu, principalmente, nos estados da região Sudeste.

“Estamos num quadro, até pela condição climática, de redução do número de casos de febre amarela. Mas o que a gente precisa principalmente da imprensa e da população, é que todos saibam que esse é o melhor momento para se vacinar. É o momento que não está tendo risco, é agir preventivamente para estarmos protegidos para o próximo ano”, enfatizou o Secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Antonio de Souza Teixeira Junior.

Desde abril deste ano, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, nenhum país do mundo utiliza mais o esquema de duas doses. Isso significa que quem já foi vacinado – em qualquer momento da vida – não precisa de dose de reforço. Até agora, pelo menos 4,2 milhões de pessoas foram vacinadas no Rio de Janeiro.

Além do Rio de Janeiro, a vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em outros 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina). Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada, de forma escalonada, a população do Espírito Santo.

ESTABILIZAÇÃO DA DOENÇA – No momento, os casos da febre amarela no país estão estáveis. Isso porque o inverno é considerado período de baixa sazonalidade, já que a população de mosquitos diminui consideravelmente. De janeiro até agora foram confirmados 797 casos da doença, com 275 mortes. Ao todo, foram notificados 3.245 casos, sendo que 1.929 já foram descartados e outros 519 permanecem em investigação. Outros 37 óbitos ainda são investigados e 124 foram descartados, do total de 436 notificações. O Rio de Janeiro confirmou 22 casos e oito óbitos. No momento, nove casos continuam sendo investigados e 56 já foram descartados.

CONTRAINDICAÇÕES – A vacina de febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo. Ela é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres amamentando, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Pessoas com reação alérgica a ovo devem ser avaliadas por um médico.

REFORÇO DA ASSISTÊNCIA – Desde dezembro de 2016, quando houve um aumento de casos de febre amarela no país, o Ministério da Saúde intensificou ações de vigilância. Em março deste ano foram liberados R$ 19,2 milhões em recursos extras para 526 cidades afetadas pela doença nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.
Além disso, o Ministério da Saúde adiantou outros R$ 26,3 milhões destinados às ações de vigilância em saúde para municípios dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Esse valor se soma aos R$ 13,8 milhões liberados aos 256 municípios desses estados, como incentivo à vacinação da população contra a doença. Também foram repassados R$ 7,4 milhões às regiões afetadas com o aumento de casos de febre amarela em MG para custear a assistência aos pacientes. Ao todo, desde o inicio do ano, foram disponibilizados R$ 66,7 milhões às cidades afetadas pela febre amarela no país.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 / 2745 / 2351

Fonte:Portal Saude

 

 

Anúncios

Atenção: Ministério da Saúde orienta às gestantes sobre os casos de microcefalia

Data de Cadastro: 13/11/2015 as 11:11:43 alterado em 13/11/2015 as 12:11:49

Sobre os casos de microcefalia na região Nordeste, o Ministério da Saúde orienta às gestantes:

1 -Devem ter a sua gestação acompanhada em consultas pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;

2 – Não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;

3 – Não utilizar medicamentos sem a orientação médica;

4 – Evitar contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;

5 – Adoção de medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipentes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);

6 – Proteger-se de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas,  usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes indicados para gestantes;

Perguntas e respostas sobre Microcefalia
Leia também:  Ministério da Saúde investiga aumento de casos em Pernambuco

Até que se esclarecem as causas do aumento da incidência dos casos de microcefalia na região Nordeste, as mulheres que planejam engravidar devem conversar com a equipe de saúde de sua confiança. Nessa consulta, devem avaliar as informações e riscos de sua gravidez para tomar a sua decisão.

Não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. As informações estão sendo divulgadas conforme o andamento das investigações. A decisão de uma gestação é individual de cada mulher e sua família.

O Ministério da Saúde, em completa parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, continuará recebendo as ocorrências, dando apoio técnico e mantendo ativo o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), para o estudo, a investigação e a definição do agente causador do aumento da ocorrência de microcefalia.

O boletim epidemiológico sobre os casos de microcefalia no país será divulgado na próxima terça-feira (17), com coletiva de imprensa.

Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580/ 2745

Fonte: Ministério da Saúde

Comentário de Clinton sobre o melhor livro sobre política que leu nos últimos anos.

Clinton comentou que o melhor livro sobre política que leu nos últimos três anos não foi escrito nem por um político nem por um economista e sim por um microbiologista. A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, fala sobre como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação. “O mundo pertence aos cooperadores”, concluiu.

Fonte: terra.com

Governo decreta estado de emergência em todo país por surto de microcefalia

http://m.oglobo.globo.com/sociedade/governo-decreta-estado-de-emergencia-em-todo-pais-por-surto-de-microcefalia-18022150

Paciente com suspeita de ebola internado em BH será levado para o Rio de Janeiro | Bhaz

http://bhaz.com.br/2015/11/11/paciente-com-suspeita-de-ebola-internado-em-bh-sera-levado-para-o-rio-de-janeiro/

Paciente é isolado em UPA de BH com suspeita de doença transmissível | Bhaz

http://bhaz.com.br/2015/11/11/paciente-e-isolado-em-upa-de-bh-com-suspeita-de-doenca-transmissivel/

Cientistas Afirmam Que o “Glifosato” Causará Autismo em 50% das Crianças Até 2025 | Saúde Curiosa

http://www.saudecuriosa.com.br/cientistas-afirmam-que-o-glifosato-causara-autismo-em-50-das-criancas-ate-2025/

CRF-SP notifica produção de Raul Gil por propaganda duvidosa – Farmacêutico na Drogaria

http://farmaceuticonadrogaria.com.br/crf-sp-notifica-producao-de-raul-gil-por-propaganda-duvidosa/

O CRF/MG a um clique de você

Farmacêuticos poderão acessar os principais serviços oferecidos no site do Conselho por aplicativo móvel pelo celular ou tablet

Já pensou ter acesso à casa do farmacêutico na palma da mão? Os farmacêuticos mineiros já podem contar com um aplicativo móvel (app) do CRF/MG para utilizarem os principais serviços da entidade com agilidade e segurança pelo celular ou tablet. Com um design moderno, o app foi desenvolvido para atender as demandas do usuário, sendo de fácil navegabilidade e usabilidade. A ferramenta já está disponível no sistema Android (na PlayStore) e, em até 15 dias, também será disponibilizada para iOS (na Apple Store).

Entre suas principais funcionalidades, estão a possibilidade de o profissional realizar o comunicado de ausência, atualizar seus dados cadastrais e consultar informações financeiras. O farmacêutico pode ainda acessar os conteúdos informativos, como agenda de cursos e eventos, notícias, edições da Farmácia Revista, além de conferir as novidades do Programa de Benefícios ao Farmacêutico de Minas Gerais – Profarminas

O presidente do CRF/MG, Vanderlei Machado, explica que o aplicativo proporciona mais comodidade aos farmacêuticos para realizarem seus procedimentos junto ao Conselho. “No contexto atual, em que estamos sempre atarefados com o trabalho e as demandas pessoais, a tecnologia tem sido uma grande aliada para que nos mantenhamos informados e em dia com os compromissos profissionais. Por isso investimos nesse projeto, para que os farmacêuticos possam contatar o CRF/MG a qualquer momento, de forma ágil e segura”, ressalta.

A partir de dezembro, o software também contará com serviços para a população, como a consulta sobre profissionais regularmente inscritos no CRF/MG e a busca pelos estabelecimentos farmacêuticos geograficamente mais próximos do ponto onde a pessoa estiver localizada, interagindo diretamente com a ferramenta Google Maps.

Confira as principais vantagens do aplicativo móvel do CRF/MG:

– Comodidade: Praticidade para realizar comunicados e atualização de dados

– Mobilidade: Acesso aos serviços a qualquer momento e em qualquer lugar

– Segurança: Acesso para farmacêuticos autenticado por login e senha

– Facilidade: Aplicativo de fácil navegabilidade e usabilidade

– Consultas rápidas: Buscas de RT e estabelecimentos farmacêuticos

Fonte: CRF MG

Artigo: Decreto presidencial proíbe propaganda de mamadeiras, chupeta, papinha e outros

Decreto presidencial proíbe propaganda de mamadeiras, chupeta, papinha e outros

http://flip.it/71gtv

Cuidado Farmacêutico

A aprovação da Lei 13.021/14 abriu caminho para que os farmacêuticos se apropriassem da condição de promotores de saúde dentro dos estabelecimentos. No último ano, vários profissionais abriram seus próprios consultórios e estão prestando Atenção Farmacêutica individualizada aos seus clientes. Uma delas é Cristiane Aparecida Coelho, proprietária de uma drogaria em Barbacena, na região Central do Estado. Depois de identificar a demanda e se preparar para a nova tarefa, ela inaugurou um consultório para melhor orientar os pacientes no início de 2015.
Farmacêutico
“Muitas pessoas me procuravam no balcão pedindo explicações sobre os medicamentos em uso ou prescritos recentemente. Percebi que essa prática não poderia ser feita diante de outros clientes, pois muitos me questionavam sobre atraso menstrual, anticoncepcionais e outros assuntos que os deixavam constrangidos de se expor na frente dos outros”. Ela adequou uma sala da drogaria com móveis de escritório e computador. Os atendimentos, que começaram com alguns clientes específicos, rapidamente foram ampliados para todos os interessados mediante marcação prévia.

Segundo a farmacêutica, na consulta é feita uma anamnese do paciente. Depois, ela afere a pressão e faz o teste de glicemia, quando necessário. “O paciente sai com um cartão de controle e a próxima consulta já agendada. É muito prazeroso quando ele volta e diz que o tratamento deu certo. A maioria mantém a pressão arterial controlada, assim como o diabetes e o colesterol”, conta Cristiane, orgulhosa.

Para ter condições de atender em consultório, a farmacêutica afirma que foi poreciso muito preparo profissional. “Busquei muita bagagem antes de começar. Estudei a Lei 13.021/14, a Resolução 586/13, a Resolução 585/13, a RDC 44 e, é claro, fui tirando várias dúvidas com o CRF/MG. Hoje, curso pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica”. Por ser uma atividade nova, Cristiane optou por não cobrar pelos atendimentos. Mas ela garante que o retorno financeiro da iniciativa é positivo. “Atrás de um atendimento sempre vem uma receita a ser aviada”, garante.

Cristiane afirma que mantém boa relação não só com os clientes, mas também com os prescritores. “Os pacientes levam para os médicos as minhas orientações e eles decidem qual a melhor conduta a tomar. Em muitos casos, principalmente quando o cliente é idoso, faço no meu receituário um relato de todas as queixas dele, medicamentos utilizados e, quando possível, um comparativo da terapia e resultados laboratoriais. Esse trabalho tem dado resultados fantásticos. Inclusive, já recebi um ‘parabéns pela iniciativa’ de um dos médicos”.

Ela incentiva os profissionais farmacêuticos a seguirem o mesmo caminho. “Vivenciamos um momento em que a farmácia não é mais só um comércio. Eu prezo o contato direto com o paciente, alguns minutinhos de conversa, tirar dúvidas e dar orientações necessárias. Já deixamos de ser simplesmente farmacêuticos para sermos orientadores e praticarmos a Atenção e a Assistência Farmacêutica de modo individualizado”.

Fonte: crfmg

Conselho de Farmácia autua a USP por produção de fosfoetanolamina

Fiscais verificaram que processo não segue normas de garantia de qualidade.
Para presidente do órgão, Justiça transformou o composto em medicamento.

Fosfoetanolamina

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) autuou a Universidade de São Paulo (USP) por conta da produção da fosfoetanolamina sintética. Segundo o presidente da entidade, fiscais estiveram no laboratório em que a substância é produzida, no campus de São Carlos, e verificaram que o processo não segue normas como controle de qualidade, o que levou à aplicação de uma multa e a um comunicado à Vigilância Sanitária. Por conta do feriado, os representantes da universidade e do órgão municipal não foram localizados.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina, alardeada como cura para diversos tipos de câncer, não passou por testes em humanos necessários para se saber se é mesmo eficaz, e por isso não é considerada um remédio, como destaca a própria universidade. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos. Tampouco se sabe qual seria a dosagem adequada para tratamento. Relatos de cura com o uso dessa substância não são cientificamente considerados prova de eficácia, já que não tiveram acompanhamento adequado de pesquisadores.

Questionado sobre o porquê de os fiscais visitarem o laboratório apenas na última semana, uma vez que o produto é sintetizado e distribuído há anos, Pedro Eduardo Menegasso afirmou que o órgão não tinha conhecimento da produção até a divulgação na mídia e que o CRF não costuma fiscalizar universidades.

“No conselho, a gente fiscaliza o trabalho com medicamentos. O instituto em São Carlos é uma faculdade de química, um laboratório didático”, justificou, apontando que o órgão agiu diante do posicionamento da Justiça sobre o assunto.

“Não é um medicamento porque não tem registro no Brasil como medicamento, o problema é que a Justiça transformou em medicamento a partir do momento em que obrigou o laboratório a fornecer para as pessoas como medicamento. É o primeiro caso, no Brasil, em que você tem um produto experimental transformado à força em um medicamento por força da Justiça.”, afirmou Menegasso.

Com esse entendimento, cabe ao CRF fazer a vistoria. “Se você está falando de medicamento, existe a necessidade de ter farmacêutico, existe a necessidade de ter uma produção organizada, com controle de qualidade e todos os procedimentos, porque é um produto para uso humano”, explicou.

Vistoria
A vistoria foi realizada no último dia 28. Segundo Menegasso, os fiscais verificaram que não há boas práticas de produção, controle de qualidade, e farmacêutico responsável na fabricação e na dispensação, todos fatores obrigatórios, e a universidade terá de se adequar.

“Não temos o poder de interditar o laboratório. Por ser uma fiscalização administrativa, o que nós fazemos é a autuação, emissão de intimação dando um prazo imediato para a regularização, e comunicamos as autoridades, a Vigilância Sanitária, que têm o poder de exigir com outra propriedade a regularização”, disse Menegasso.

Foi aplicada uma multa que será calculada nos próximos dias, mas, conforme adiantou o órgão, deverá ter valor simbólico, e não houve comunicação à polícia, como acontece em outras situações.

“Quando existe uma infração que extrapola a questão sanitária, do ponto de vista criminal ou algo assim, nós comunicamos a polícia, mas não é o caso. No caso, estão infringindo apenas normas sanitárias”.

Posição do Conselho
“Esses pacientes que estão recebendo esse suposto medicamento via Justiça poderiam fazer parte de um estudo, aí estaria regularizado o fornecimento para eles”, disse Menegasso, ressaltando a importância de testes que comprovem a eficácia do composto.

“Nossa posição é que, se existe potencial para essa substância se transformar em medicamento, a obrigação do governo brasileiro é coordenar esforços para que isso seja realidade, para que haja pesquisa clínica, para que se conclua rapidamente”, afirmou.

No dia 30, após uma audiência pública discutir o composto no Senado, o governo federal oficializou a criação de um grupo de trabalhopara apoiar as etapas necessárias para o desenvolvimento clínico da fosfoetanolamina sintética. Veja a publicação no Diário Oficial.

Fonte: G1globo

Não descarte medicamentos na sua casa – Eles podem causar intoxicação em pessoas e animais, além de contaminar a água e o ar

Os medicamentos são resíduos químicos, e não devem ser jogados no lixo de casa e muito menos na rede de esgoto. Eles podem causar intoxicação em pessoas e animais, além de contaminar a água e o ar. Os medicamentos vencidos ou aqueles que não serão utilizados deverão receber um tratamento especial antes de serem jogados fora.
Imagem
Em Belo Horizonte o descarte de medicamentos acontece na rede de Drogaria Raia.

Verifique os pontos de coleta da sua região: clique aqui

Assista ao vídeo publicado em 04/04/2012: Descarte de medicamentos pela população

Artigo: Deficiência de vitamina D vira epidemia

Deficiência de vitamina D vira epidemia

http://www.saudecomciencia.com/2015/11/deficiencia-de-vitamina-d-vira-epidemia.html

Trabalho dos farmacêuticos poupa 880 milhões de euros aos portugueses | SAPO Lifestyle

http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/trabalho-dos-farmaceuticos-poupou-880-milhoes-de-euros-aos-portugueses

Ministério da Saúde cria grupo de trabalho para apoiar estudo da fosfoetanolamina

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/20455-ministerio-da-saude-cria-grupo-de-trabalho-para-apoiar-estudo-da-fosfoetanolamina

Prefeitura de Betim fecha farmácias das unidades públicas de saúde dificultando o acesso da população

Sob o pretexto de que não há farmacêuticos disponíveis para trabalhar em todas as unidades de saúde do município, nem dinheiro para contratação de profissionais, a prefeitura de Betim decidiu fechar nove das 28 farmácias até o momento. (Fonte: Sinfarmig)


A decisão da prefeitura foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde de Betim no dia 16 de setembro. Conforme a Resolução 16/2015 do Conselho, que homologa o Projeto de Reorganização da Assistência Farmacêutica na cidade, cada farmácia deverá atender a 45 mil habitantes, cerca de 15 PSF.

Para o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig), Sebastião Fortunato, que também é servidor da Secretaria Municipal de Saúde de Betim há mais de vinte anos, a medida tomada pela gestão será um retrocesso para a Assistência Farmacêutica no município porque ela  reduzirá o acesso da população ao medicamento, ao profissional farmacêutico e a informação. Sebastião afirma também que o modelo de Assistência deve ser discutido para que o cidadão tenha mais acesso e qualidade de vida.

Também farmacêutica da rede municipal de saúde de Betim e diretora do Sinfarmig, Juliana Sousa Coelho alerta para a precariedade da decisão da prefeitura. “Há critérios que não foram avaliados como o fluxo de deslocamento dos usuários e a distância que eles terão que percorrer para conseguirem acesso aos medicamentos”, diz. A farmacêutica se mostra surpresa com a rapidez para implementar a medida que, tendo sido aprovada no dia 16 de setembro pelo CMS, entrou em vigor 14 dias depois, no dia 30 de setembro.

Conforme a diretora regional de Betim do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), Conceição Pimenta, restam 19 farmácias funcionando nas unidades de saúde municipais já que nove foram fechadas. Para ela, a decisão do Conselho Municipal de Saúde de aprovar a medida sem discussão prévia e contra o interesse dos usuários mostra como a entidade é comprada pelo executivo municipal.

De acordo com a sindicalista, a prefeitura tem se mostrado intransigente com a medida e insensível com a dificuldade de acesso que o fechamento das farmácias traz para a população.

“Apenas no caso da farmácia do bairro Cachoeira conseguimos convencer a prefeitura a não remanejar a mesma para o bairro Angola por causa da dificuldade da população para chegar lá. Então, a prefeitura levou a farmácia para a região central da cidade, para a unidade Alcides Braz, mas a informação que temos é que o local não consegue acomodar muitas pessoas e não dispõe nem de ar condicionado”.

A documentação das transferências das farmácias e de profissionais tem sido pedida à prefeitura de Betim pelo Sind-Saúde sem resposta. “Tudo transcorre com muita informalidade, só verbalmente”, conta Conceição.

Ainda este mês, em ação conjunta com o Sind-Saúde, o Sinfarmig participará de Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, proposta pelo deputado Jean Freire para discutir a situação da saúde de Betim. O fechamento das farmácias das unidades de saúde será denunciado, assim como o prejuízo que a medida da prefeitura está trazendo para a população. O secretário municipal de saúde de Betim foi convidado e deverá estar presente na Audiência.

CRF MG

Justiça obriga fornecimento de derivado da maconha a doentes – 17/10/2015 – Equilíbrio e Saúde – Folha de S.Paulo

http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/10/1695084-justica-obriga-fornecimento-de-derivado-da-maconha-a-doentes.shtml?mobile

Hemodiálise no país vive um colapso, alertam especialistas

O serviço de hemodiálise (a limpeza do sangue por aparelhos, quando os rins não funcionam), vive um colapso no Brasil, e doentes crônicos renais, que chegam a esse ponto por insuficiência de medidas preventivas, estão morrendo por causa do subfinanciamento ao serviço e da falta de medicamentos. Foi o que denunciaram os participantes da audiência pública conjunta das comissões de Direitos Humanos (CDH) e Assuntos Sociais (CAS), nesta quarta-feira (30), para debater os problemas do setor.

— Temos uma tragédia anunciada, um sistema difícil com a diálise, que está em crise — afirmou Valter Garcia, diretor da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Um dos principais problemas apontados pelo médico é o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às clínicas que realizam os procedimentos. O custo real da sessão gira em torno de R$ 256, mas o sistema público não reajusta o repasse há anos, com ressarcimento de apenas R$ 179. São feitos via SUS 85% dos atendimentos, o que intensifica ano a ano o rombo.

Nos últimos 10 anos, disse ainda, o número de pacientes cresceu 71%, enquanto o número de unidades de diálise aumentou apenas 15%. As consequências são superlotação, devido à falta de centros de tratamento, e diálises malfeitas, já que até mesmo a redução do tempo da sessão vem ocorrendo. Isso encarece ainda mais o tratamento, pelas complicações à saúde do paciente, podendo levá-lo à morte.

O presidente da SBN também aponta, como problemas, a falta de médicos nefrologistas e a grande rotatividade dos técnicos de enfermagem. Além disso, não há uma política de mapeamento e tratamento eficazes para a hemodiálise, denunciou o presidente.

Nem mesmo a SBN sabe a real incidência da doença no país. Existe uma estimativa: de que 10 milhões de brasileiros sofram de algum tipo de disfunção renal, dos quais mais de 120 mil fazem hemodiálise. E, destes, 35% têm indicação de transplante, mas a fila de espera é enorme e o número de doadores não aumenta significativamente. Este ano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, foram realizados 2.664 procedimentos no primeiro semestre deste ano.

Anualmente, uma média de 33 mil pacientes precisam entrar no sistema de diálise brasileiro. Somados os óbitos (19 mil) e os transplantes (5 mil), há uma “abertura de vagas” de 24 mil. Para atender à demanda, disse Paulo Luconi, da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante, seriam necessárias 9 mil vagas novas por ano, mas o país só consegue criar pouco mais de 2 mil. Atualmente, existem 715 unidades, mal distribuídas pelo país. A região Norte é a que mais sofre com a carência.

— Nós estamos vivendo um verdadeiro apagão da terapia renal substitutiva no Brasil, o colapso da terapia. Porque está tendo este colapso? Porque existe uma evidente falta de vagas com prejuízo no acesso aos usuários e uma perda na qualidade de diálise naqueles pacientes que estão dialisando — lamentou.

Ele também cobrou mais incentivos aos transplantes e que se coloque em prática a Portaria 389/2014, que organiza a linha de cuidados à pessoa com Doença Renal Crônica (DRC) e prevê recursos ao cuidado ambulatorial do paciente, antes que os casos de diabetes e hipertensão, principalmente, evoluam para a necessidade de diálise.

— A sustentabilidade passa pela prevenção — resumiu Luconi.

Já Renato Padilha, presidente Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil, lembrou que não adianta realizar os transplantes e abandonar os transplantados. Muitas vezes o SUS deixa faltar medicamentos importantes para a sobrevivência dos novos rins. Ele também pediu incentivos para a chamada diálise peritoneal, que pode ser feita em casa e evita deslocamentos massacrantes até as clínicas para grande parte dos doentes renais.

Padilha clamou ainda que os senadores ajudem a aprovar o PL 155/2015, que tramita na Câmara. O texto reconhece ao paciente renal crônico o mesmo tratamento legal e os mesmos direitos garantidos às pessoas com deficiência, a partir da paralisia total dos rins nativos em hemodiálise e diálise peritoneal e da constatação do comprometimento de sua funcionalidade.

Heder Murari Borba, coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, frisou que o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo e é o país o que mais realizou transplantes de órgãos em 2014 na América Latina (7.695). No ano passado, foram repassados R$ 2,6 bilhões aos estados para pagamento de terapias renais, e que é preciso lembrar-se do momento delicado que o país enfrenta na economia, quando faltam recursos para tudo.

— Temos que ter cuidado para não jogar fora, além da água da bacia, a criança junto — ponderou.

Já o subprocurador-geral da República, Oswaldo Silva, afirmou que tanto os ministérios públicos estaduais quanto o federal estão estimulando a mediação negociação para as demandas de tratamento de hemodiálise. Antes, eles estimulavam a judicialização, o que promovia a desorganização na execução financeira e orçamentária do gestor de saúde, especialmente os estaduais e municipais.

Após a realização do debate, os parlamentares decidiram procurar, nas próximas semanas, o Ministério da Saúde. A sugestão foi do senador Waldemir Moka (PMDB-MS). A ideia é encontrar alguma solução possível pelo menos para diminuir a defasagem em relação ao custo real e o repasse efetivo pela sessão. A visita ao Ministério deve ocorrer em duas semanas, e a comitiva será integrada pelos palestrantes e pelos senadores presentes à reunião.

— A doença renal crônica mata tanto quanto o trânsito e os homicídios, e é uma morte silenciosa — lamentou o senador e médico Eduardo Amorim (PSC-SE), que sugeriu a realização do debate.

Jornal do Brasil  30/09/2015

Governo zera imposto de medicamento para tratar doenças renais, cirrose e infecção generalizada | EBC

http://www.ebc.com.br/noticias/2015/10/governo-desonera-soroalbumina-para-evitar-desabastecimento

%d blogueiros gostam disto: